
São de sol os limões de Abril
As águas correm na sua eterna viagem
Este azul que pinta a ilha tem cores mil
O tempo engole a vida em alucinada voragem
Uma estação para cada ano
Um ano para cada paixão
Um voo para o horizonte e mais além
Um firme bater de apenas um coração
Nunca dorme o Mar
A luz é companheira da aurora
Sempre soube que a saudade não morre da idade
Às vezes fico na vontade de ir embora
Às vezes sinto uma força divina
Uma fome de trigo e utopia
Às vezes caso os sentimentos com a terra
É no mar que adormeço na maresia
E foram quatro, oito, sete
E foram finais e fins do dia
Foram campos de uvas doces
Foi felicidade de alma que só sofria
Atirei mil raivas ao céu
Rasguei o azul desta tela desbotada
Enfrentei os receios da morte ao passar por mim
Caí, mas ergui-me de corpo e alma amarrotada
Quantas estações tem um coração?
Há gente que vive num longo e infinito inverno
Há gente que diz que não valho grande coisa
Que importa o que dizem deste poeta terno
Serei demiurgo de uma comédia escrita por tontos?
Nada sou, serei nada no vazio de uma estação qualquer
Quanto ódio às vezes sinto brotar de seres vazios
Quanta gente que não sabe ser homem, mulher
As vezes choro só
Faço brotar a cada lágrima sonhos aos milhões
Pinto de todas as cores o caminho que percorro
Porque é a penas uma a paixão em…Quatro Estações…










































