
Nesta plateia verás os vestígios dos últimos sonhos
Duas lágrimas que secaram na madrugada
Quando as luzes se calarem na ausência da cena
Tu sentirás pena por já não seres Dama amada
Sou um Ator anónimo no caos do Mundo
Com uma alegria breve no olhar
O teu rosto perdeu-se na desordem das marés
Vi uma ave perdida, o amor a passar
Mas sintam as pancadas de Molière
Corram a cortina vai começar a peça de uma vida
Numa sarça ardente escreveste a palavra traição
Atiraste ao palco toda a tua contradição
Uma bailarina vestiu-se de Columbina
Atiraste ao fogo este triste Arlequim
Do lume de ti, nunca se aparta o amor
Entre as ruÍnas do crepúsculo, será afastado o fim
Em círculos de solidão afinou um violino
As abambolinas escondem um nome
Húmidos são teus olhos da memória
Há por escrever uma fantástica história
Estou no proscénio onde ardem as sombras
Procuro os prodígios de um jardim de ventos
Que flor faz nascer a verdade do teu crer?
Que recato da tua alma guarda os felizes momentos?
Este pano de cena que teima não fechar
Vez agora a nudez da tuas incertas convicções
E na translúcida serenidade de uma casa
Irão abraçar-se dois perdidos corações
Que vestido abandonaste na cadeira?
Que palavras ficaram por dizer
Hoje senti-me perdido ao olhar para um retrato
E quedei-me em silêncio...No meu Palco









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