
E de repente as paisagens tombaram
Debaixo de uma Lua de sangue
As portas fecharam-se na casa
Irei, vou, para onde?
Talvez viajar numa onda
Com o poder das nuvens revoltas
Percorrer um oceano inteiro
Talvez encontre o teu coração no meio de 7 gaivotas
O poder do Mar
A irreverencia das marés
O poder da ilusão
A promessa de um coração
O teu
Há com certeza uma lamparina adormecida
Em cima do mármore da tua alma
Há com certeza uma inquieta chama
O ar fresco beijando as paredes
Um copo de rubros presentes
Uma boca recortada, doce
As noticias de saudades ausentes
Meu Deus!
Porque escrevo todas estas coisas
Porque insisto em plantar palavras
Porque te sinto sem ver de mãos dadas?
Semana após semana
Lavro metáforas indecifráveis
Como um sorriso breve
Coração que não esmorece
Hoje é hoje
O começo da porcaria de todos os amanhãs
Quedo-me triste com o mundo
Quisera ser rocha em mar profundo
Mas deixem para lá
Este poema não é para ler
É uma canção dos mal-amados
Deste homem no meio de...PÁSSAROS INESPERADOS...









































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