
A verdade
Causa uma impressão verdadeira
O duradouro na nossa alma
O tocar do coração a vez primeira
Um par de pérolas
Um poema para os que compreendem
Um silêncio vindo de dentro
Um dezembro de tristeza servido
Não tenho muito lugar
Quedo-me no murmúrio surdo da ilha
No esquecimento do mar brincado
Numa lágrima de dor e alegria
É bom que se saiba
Vencida está a ferida
Tenho no coração escrito de forma inalterável
“Amo-te” Amo nas ondas que flutuam na tua cabeça, vida
Hoje
Ainda a noite tomava de assalto o dia
Soltei um mudo grito
Meu Deus, que caminhada, que loucura
Apenas com amor guardo estes soluços
Ninguém sabe e todos lembram
Que mereço a morte
Meu Deus, que caminho de eriçados espinhos, que sorte
Não se pode pintar um vazio indescritível
Este silêncio que incomoda, morde
Um punho preso à garganta
Tanta dor, tanta
Tanta incompreensão
A maldade à solta
As hortência adormecidas
Este poeta de perdidas vidas
As mãos do pintor
Compondo a solidão
Um abraço lembrado
Este...POEMA PARA UM SILÊNCIO













































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