sexta-feira, 18 de agosto de 2017

EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO


Este verde sorridente em pálpebras vidradas
Um novo dia de solidão tremente
Escutei em cabelos as ondas
Escutei nos lábios a palavra sincera
No abraço o fim da espera
Escutei num tremor a sincera emoção
É tão efémera a real paixão
Escutei-te...
Esta ilha que há em mim coberta por névoas e flores
Sabiam que aqui as flores cantam no começo da madrugada?!
Que amar sem amor é dar com mão fechada?
Mas, se amas, vem
Anjo feliz vestido de transparências do céu
De mãos suaves e felizes, fruto das minhas miragens
Vem, traz a pureza da água, o murmúrio da noite no encontro da madrugada
Não venhas de mão fechada, vem com tudo e sem nada
“Serei criança breve ou gaivota ferida
por um amor com sede de infinito”
Mudo grito...
Poeta caminhante em busca do tempo perdido...


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

SONHO DE COR PÚRPURA


Entre tantos olhos e sorrisos
Perdi-me na solidão das sombras
Procurei uma boia num poço de silêncio
De pupilas secas e ardentes vi a doçura do teu rosto
Rezei sem fé no sol posto
Sem uma voz, um amigo que nascesse num desconhecido
Sem asas numa ilha aparecida em flor
Num verde em constante metamorfose
Este pensamento de madeira crua por pintar
Esta solidão apenas por ainda te amar
Grito de pássaro num ninho sem maçãs maduras
Cinco dedos apertando o instinto crispado
Um poeta passa sempre e morre vivendo
Na sua voz calada ama
Uma mulher imensa que dentro dele nunca se apaga
E esqueço, tudo esqueço levando à testa as mãos
Uma caricia sem sede
Um caminhar sem medo
Uma alma solta do degredo
Um piano enquanto escrevo
Uma emoção, a palavra que abre o coração
Uma flor ou a cor das falas
O fogo consumidor dos dias vazios
A viagem de sete rios
A vertigem de uma emoção que nunca para
num
SONHO DE COR PÚRPURA