Quando aqui chegueiEra diferente este Mundo
No celeste havia mais estrelas
No Mar o azul era mais profundo
Adormeci na partida
Foi uma viagem pelo impensável
Flutuei num mar feito de carinho no tempo
No embalo de canções de voz amável
Mundos!
Entre os dois se faz a claridade
Moldado ser de barro cru
Uma parte sonho a outra verdade
Esta roda onde ganho forma
Tem a frieza do Inverno dos anos
Gira entre o dia e cada noite
Numa comédia de desenganos
Mas esta lava incandescente
Derramada no meu peito
Faz de mim um ser ardente
Que o amor o faz completo
A chuva não pára
Novelos de hortênsias pintam a ilha
São pingos do céu solto dos olhos
De um deus que proclama a maravilha
Pedras desenham o caminho
Conheço os dons da terra
Este verde inunda-me os olhos
Esta alma declara uma guerra…
…Ao meu querer!
Dias noites, estações esquecidas
Inventei sonhos para sonhar
Lavei mágoas, dores perdidas
Uma árvore toca as águas da lagoa
O nevoeiro faz desenhos nas cumeeiras
Um Melro negro solta um pio ao acaso
A palavra quero-te diz-se de mil maneiras
Quero-te simplesmente!
Mas apenas uma soa à verdade
Entre dois mundos vive em espera
Que soltes da alma a…Cor da claridade…






