quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O INFINITO EM TI


Acordei hoje numa ilha encantada
Sem casas, nem campos, apenas com flores
São puras as madrugadas
Tem por manto o calor do vosso verde
Cheguei aqui agasalhado pelo vento
Num choro calmo, num gesto eterno
Não vim de mãos vazias
Carreguei as mais belas palavras ditas no céu
Encontrei a cibernética ou o ódio das coisas
Descobri as raivas que vieram depois
Mas, deixemo-nos disto!
Descobri-te...
Há sempre uma luz para o inicio dos gestos
Um aconchegamento novo, a vinda de crianças com as mãos vivas
Com os olhos cuidando do azul do mar
“ Há sempre um jardim em mim onde floresce o amar”
Em mim
Há águas mansas e flores eternas
Uma tempestade de nome saudade
Uma alegoria pintada em mil esperas
A chegada feliz de todas as certezas
Nunca ninguém irá para longe dentro de mim
Nasci numa manhã de Abril, morri e renasci...
...No infinito que há em ti...


2 comentários:

Célia Rangel disse...

A cada novo poema seu que leio reflito que estou certa, certíssima em amar, em considerar o amor como fundamental para que nasçamos / morramos e renasçamos sempre! Adorei mais esse poema! Parabéns!
Abraço.

luar perdido disse...

Se "Há sempre um jardim em mim onde floresce o amar”, então fá-lo florir, deixa-o desabrochar, porque os infinitos só o são quando nos vestimos de eternidade.

Beijo de luar