sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

ENTRE O FOGO E O ABRAÇO INAPAGÁVEL


Senta-te neste banco de nuvens
Respira um tempo por acontecer
Descalça na luz da alma do que és
Deixa que a terra te molde os pés
Mira-te na cintilação da espuma
Afasta do horizonte a bruma
Perde-te na desordem das marés
Vai docemente colher um malmequer
Deixa o luar dar uma volta completa nos teus olhos
Na sombra suave da tua voz, seja o que Deus quiser
Que nunca se aparte de ti a Primavera
Teu corpo de rumores, gaivota minha
Tu, Mulher...
Nascendo na ilha
Nos voos do olhar
No eco desamparado
Nas distancias revolvidas como ondas
Como gaivota subindo ao sonho formidável
Quero-te simplesmente
Entre o fogo e o abraço inapagável...


3 comentários:

Larissa Santos disse...

Poema lindo demais :))

-
Do Gil António, que se encontra doente, motivo porque não vos visita. Pedimos a compreensão: Hoje:- Luz no teu quarto ...Tentação do meu olhar
.
Bjos
Resto de uma boa noite

Célia Rangel disse...

Ah! Como seria delicioso sentar nesse "banco de nuvens"...
Abraço.

Graça Pires disse...

Entre o fogo e o abraço, este poema tão sentido.
Uma boa semana.
Beijos.