
São milhões de risos de escárnio
Despedaçando o peito da esperança
São folhas secas espalhadas na boca
É uma tempestade sem ter bonança
Por aqui nesta íngreme enseada de palavras
Alcanço o ardor da injusta e infligida dor
Por aqui um sino tocará cansado no tremor da tarde
Alcanço estas fundações de luz e reverbera o amor...
Foi a nove de abril às três de uma fria manhã
Que uma voz nasceu nestas águas
Um poeta pateta, pintor de saudades, necromante...?!
Cheguei aqui com a sede nos dedos e mil e uma mágoas
Onde estás...?!
Onde estou, estaremos...
Agarrados ao cicio a à aura dos segredos
Lembro-te das sextas, nas manhãs, confiemos...?!
Já lavei a alma das mais íntimas feridas
Hoje procurei o vento e a estação da luz
Na força de um ritual repeti teu nome sete vezes
Há uma árvore de frutos mordidos, uma fé que seduz
Um torpor e a respiração da terra
Um cheiro de solidão, um olhar no horizonte
Em que ilha descubro teus olhos
Onde te posso plantar ternura aos molhos?
Se falasse de ti
Diria teu nome em poema cheio de margaridas
Se dissesse teu nome e queria...
Diria que no encontro há uma gaivota que em mim sorria
E porque também nasci num dia qualquer
Peço-te pois que acredites se em Deus confias
No alto desta noite de chuva fina
Relembro...A Noite dos meus Dias...
4 comentários:
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Alguns poemas tocam devagar, lá no fundo da gente. E estes são os mais difíceis de comentar. Só posso dizer que achei lindo.
parabéns Poeta, pelo teu dia!
se bem que, todos os dias são nossos dia, mas há um que sempre será especial, é aquele que lembra o momento da luz, aquele do bater do pé..., aquele do primeiro choro, da primeira refilice:
- cheguei! gosto deste sol, desta luz, destas águas e desta Ilha!
Feliz dia, hoje e sempre.
beijo.
Gosto sempre muito destes poemas
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