domingo, 7 de dezembro de 2014

COMO TU



Este alento animado por novos sonhos
Este esmagar dos dias de dor
Este acenar de Anjos magníficos
Como sorrio ás vezes a uma vida de desamor

Para falar de uma vida não há apenas um nome
Para falar de uma ilha há apenas um destino
Para falar apenas de uma mulher
Há sempre a esperança do amor, o que Deus quiser

Que seria da cor do Mar sem o beijo de Céu
É sempre tão nostálgica a morte do Sol no acabar do dia
Sou um sonhador numa manhã de soltos versos
Sou um desenhador de planícies eternas que em Deus confia

Sou como a terra palpitante, fecunda
Escrevo palavras com insistência para que descubras verdades
A Norte o vento é frio
Esta força, este homem sem preconceito entre as margens de um rio

Tenho os olhos cravados no infinito
Nasci sorrindo para um Mundo tristonho, frio
Há sempre um canto de pássaro que me se seduz
Houve sempre em meu caminho uma reluzente luz

Já fiz milhões de traços
Já pintei emoções desconhecidas
Já amei mil corações esculpidos em gelo
Já morei num arquipélago de ilhas perdidas

Já me perdi...
De punho cerrado enfrentei Adamas tores
Fui saltimbanco de comédias de enganos
Ator em palco de falsos atores

Tal como o Mar rasgando as rochas
Naveguei sem rumo, em infatigáveis procuras
Segui em frente, é tão silencioso o horizonte
Pedi a Deus perdão, guardei numa caixa mil juras

Falemos pois do canto dos pássaros
Falemos do amor, do que a minha alma descobriu
Falemos da formosura de uma rosa breve de Novembro
De um obra fascinante e bela...Como Tu...

4 comentários:

Célia Rangel disse...

Sorrir sempre ainda que o mundo seja frio conosco... É voltado para o infinito que encontraremos nosso caminho de luz! Lindo poema!
Abraço.

Natural.Origin disse...

Bom resto de Domingo e bom feriado.

Spiritu.

Ana Casanova disse...

Muito Belo, Profeta.
Acreditar, sempre! Abraço amigo.

Luís M.Castanheira disse...

"Falemos pois...",da beleza do poema, feito dor; no desamor tornado amor; no nascer e não na "morte" de cada dia; e, por fim, o que nos fica
é esta beleza na esperança, uma certeza:
"...Falemos da formosura de uma rosa breve de Novembro
De um obra fascinante e bela...Como Tu..."
Belo poema, meu amigo. Um Abraço