
A magia do inexistente movimento
Denunciando personagens longínquas e cruéis
As vozes por anunciar
Desenhando feições novas do amar
Com os olhos manietados no teu passar
No sopro de ventos estranhos
Ainda há um abraço
Na entrega dos sentidos
Sou assim porque nasci só no orvalho das manhãs
Mal nasci e perdi-me de ti
Gritei-te longe com a força da minha voz
Naveguei no teu rumo numa casca de noz
Digo-te coisas vibrantes em branda fala
Pela solidão que me ocupa por dentro
Um vazio triste, sem ti
Num manto de sal adormeci
Tenho um só sonho
Disfarçado de inquietude e revolta
A explicação das coisas
Voar em ti nesses teus olhos de gaivota
Aqui a terra fecha-se à minha volta
Uma voz que devasta o coração mudo
Este poema com o teu nome
Este lembrar do amor a cada segundo
São grandes os olhos de raiva
São pequenas as pessoas
É perverso o eco da palavra
Este homem que diz basta!
Tenho os lábios tortos de repetir verdades
Tenho a alma vazia de pedir esmola
Tenho as mãos sempre em construção
Tenho uma esperança profunda presa ao coração
Tenho a paixão e um saco de cores
Um amor por ti que nunca terá fim
Uma fé de um tamanho inteiro
Porque sei...DEUS ESTÁ A OLHAR POR MIM...
3 comentários:
Um dos mais belos poemas que li aqui.
Extasiada.
Abraços
Olá Profeta
Mesmo que a alma peça esmola do amor a que temos direito, até essa esmola nos alimenta.
Resta-nos olhar para cima e saber que ELE está lá sempre para nos dar força.
Um beijo
Teresa
"Sou assim porque nasci só no orvalho das manhãs". Um poema com uma imagética muito forte.
Beijo.
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