quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

INDEFINIDAMENTE


É noite e sinto
Um olhar doce
Preenchendo um vácuo descontente
Onde a voz arde

Quanto mais penso no amor
Mais absurdo acho a vida
Colhi uma rosa coberta de manhãs
Cerrei os lábios, não saíram palavras vãs

Sabem?!
Sou um poeta razoavelmente equilibrado
Tenho demasiadas fotografias tuas
Tenho uma dor gravada nas pedras da rua

Sou apenas um homem
Que decidiu ser desmedidamente feliz
Há coisas que têm de ser ditas
Sobre mim, tantas palavras malditas

“O meu Sol voltará a brilhar”
És o meu tesouro, a minha prece
E quem achou ser eu um ser bisonho
Transformou-nos na Bela e no Monstro

As planícies do passado
Estes olhos misteriosos, altivos
Aprisionei teu riso e lágrimas
Neste coração nunca existiram sombras

Serás pois o meu tesouro
A minha prece
A descoberta da luz dos caminhos
O canto de um pássaro que não se esquece

Embriaguei-me na música dos teus gestos
Nas ramagens algures absurdas de sombras
Cobri-me num cobertor de folhas verdes
E fui parar à baia de todos os medos

Contei luzes atormentadas
Do céu um raio de luz atingiu-me como presente
Sou ser que te tenho na alma
INDEFINIDAMENTE...

2 comentários:

Ana Bailune disse...

Gostaria de deixar todas as minhas dores nas pedras das ruas.
Lindo demais!

Célia Rangel disse...

...Se quando penso no amor, mais absurda acho a vida... Isso deve ser combustível para energizarmo-nos cada vez mais...
Abraço.