quarta-feira, 18 de outubro de 2017

EM FRENTE A TI


E se fosse inverno
Os nossos corpos fariam tempestade
E se fosse primavera
Serias o meu amor de sina distante
E se fosses um anjo
O amor visitaria as flores do meu jardim
No inverno terias agasalho em mim
Pousavas as tuas asas numa mesa com velas e uma carta escrita
Nela terias escrito o nome de um filho de nome Benedita
Teria a bondade expressa no coração
As mãos suaves em construção
Recolhendo no mundo a hipnose dos sons
Sei que tu sabes que isto é um sonho
Porque tudo o que se sonha se pode sentir
Assim como um punhado de amor esperando o despertar
Caminhando até ao começo de tudo
Na aproximação da noite hesitante
No gesto leve da ternura
Com o sol no rosto
Sabes?!
É amanhã ainda
A cor da esperança não é finda
Semeado o amor brota, floresce e sorri
Assim como o amor...EM FRENTE A TI...


3 comentários:

luar perdido disse...

Não é inverno, mas o outono enfeita a natureza que começa o recolher-se nos mistérios da fecundidade calada e sóbria. Velada aos olhos, velada aos sentidos.

Nem tudo o que se sonha se pode sentir, poeta!
O que se sente é o frio da noite; A chuva fria na alma e no coração; o vento que sopra do mar, salgado e descalço como menino sem lar.
"Sabes?!
É amanhã ainda
A cor da esperança não é finda
Semeado o amor brota, floresce e sorri
Assim como o amor...EM FRENTE A TI..."

- Sabes? o amanhã ainda não chegou. A cor da esperança desvanecesse como névoa ao calor do sol. Mas sim, o amor, quando é semeado, brota - floresce e frutifica -, quem sabe até sorri. Ainda que escondido numa qualquer corola fechada, numa qualquer nuvem que parte, numa qualquer carta por entregar. Ou quem sabe.... mesmo em frente a ti...

beijo de luar

Célia Rangel disse...

O amor semeado será colhido na alegria do prazer da vida plena! Sempre que olharmos para o nosso hoje ao amanhecer de um novo tempo.
Abraço.

Mar Arável disse...

Excelente em todas as estações