
Procurei hoje um secreto sitio
Que mora à muito na minha imaginação
Onde nasce cada arco-íris?
Talvez do fundo de cada coração
Percorri o caminho das águas
Caminhei em percursos cheios de escolhos
Às vezes o azul pinta este imenso céu
Às vezes dá lugar ao cinza de nuvens aos molhos
Às vezes da terra é retirado o verde
Lança as tuas redes ó pescador
Afaga a madeira ó carpinteiro
Molda o teu barro oleiro em gesto de amor
Dançam as folhas ao sabor da fresca brisa
A manhã acordou no adormecer da tempestade
O dia não pára na sua vertiginosa viagem
Inventei uma casa singela numa perdida cidade
Inventei castelos sem ameias
Barcos voando a prumo
Crianças de risos constante
Gente com a certeza do seu rumo
Inventei-te, inventei-me...
Como Columbina e Arlequim
Dancei numa praia vazia
E pedi que o acaso viesse a mim
A sorte é regada de mil esperanças
O horizonte fica sempre distante
Uma semente é pronuncio de vida
A viagem acaba um passo adiante
Nunca acaba esta torrente de emoções
Nunca dorme este meu imenso sentir
Nunca encontrei este sonho pleno
Nunca sei se a chegada é o principio do partir
Parto em cada acabar de uma pintura
Parto na ausência da formosura
Parto sempre que o querer não me quer
Parto às vezes pela mão de uma palavra mais dura
Mas na viagem paro um instante e olho o céu
Vejo um arco-íris que me envolve em esperança
Fecho os olhos imagino-te Deusa dos Deuses
E faço aos lagos uma eterna...Aliança...





























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